Dicas para ajudar seu filho com baixa autoestima

A autoestima é um elemento muito importante para o desenvolvimento saudável de todo ser humano. A seguir, apresentamos algumas estratégias para que possa ajudar seu filho a fortalece-la:


1. Mantenha uma rotina de reconhecer seu filho. Cada criança é diferente e única, portanto também sua percepção do contexto e de seu relacionamento com ele.

2. Toda criança pode sentir desconfortos de diferentes estímulos. O que pode ser estressante para um pode não ser para outro. No papel materno e paterno, precisamos entender e validar o que nosso filho sente e experimenta. É tão real quanto o que sentimos em nós mesmos. Se você aceitar a realidade que seu filho está vivendo e validá-la, estará dando o primeiro passo para ajudá-lo a fortalecer sua autoestima. Seu filho se sentirá compreendido e não estará sozinho.

3. Sentir-se capaz aumenta a autoestima. Além de reconhecer e validar seus sentimentos e percepções, você pode acompanhá-lo e permitir que ele se expresse, desta forma, você o ajuda no empoderamento próprio. Quando você mostra a seu filho que ele é capaz de executar diferentes tarefas, resolver problemas ou se relacionar, você aumenta a autoestima dele. A experiência de ser capaz de resolver um problema altera positivamente o seu autoconceito e também o sentimento emocional que tem com ele mesmo.

Por outro lado, Rothbaum, professora de psiquiatria e vice-presidente de pesquisa da Universidade Emory, propõe em um estudo três maneiras de melhorar a autoestima, focada em fortalecer as habilidades de como nossos filhos enfrentam e lidam com uma situação.

1. A primeira maneira são as respostas de enfrentamento direto. Isso significa que você deve ensinar seu filho a fazer tentativas de mudar situações que o afetam. Um exemplo seria estudar por vontade própria para obter melhores notas. Você deve motivar seu filho a descobrir quais ações ele deve fazer para melhorar as situações que o afetam. Incentive-o a tentar.

2. A segunda maneira é a resposta enfrentamento de controle indireto. Isso significa que você deve ajudá-lo a expandir seu leque de opções. Normalmente, seu filho pode se contentar com uma situação ou procurar uma pessoa para ajudá-lo a resolver a dificuldade. A ideia é que você o ensine quando deve optar por cada uma das opções.

3. A terceira maneira é lidar com o abandono do controle. Isso significa que existem situações que nossos filhos podem perceber como incontroláveis. Então eles geralmente respondem tais situações com frustração, raiva ou evasão. Permita que ele expresse seu desconforto e ajude-o para aprender sobre aceitação, paciência e que não há problema em pedir ajuda.

Crianças com baixa autoestima tendem a se concentrar nas coisas negativas das situações e em si mesmas. Ajude-as a direcionar a atenção para os aspectos positivos da situação e de si mesmas. Com a prática, isso se tornará um hábito muito saudável.

Bibliografia


Rothbaum F., Weisz JR., SNYDER S.S. (1982). Camping the world and changing the self: a two process model of perceived control. J Personality Social Psychology, Vol.42: p5-37.

Rutter, M. (1996). Stress research: accomplishments and tasks ahead. En: Haggerty RJ, Sherrod LR, Garmezy N, Rutter M. (eds.). Stress, Risk and Resilience in Children and Adolescents. Cambridge. Cambridge University Press. 

Verduzco Alvarez-Icaza, M. A,: Gómez-Maqueo, A. L.; Durán Patiño, C. (2004). La influencia de la autoestima en la percepción del estrés y el afrontamiento en niños de edad escolar. Salud mental, Vol 27. No 4. p 18-25

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